A velha mania de viver de Aparências.

 

A vida seria tão mais simples e alegre se deixássemos as aparências de lado.

Hoje em dia, em quase todos os nichos sociais há uma máscara de aparência, entre namorados, entre amigos, entre pais e filhos, entre irmãos, entre parentes, no trabalho, na igreja. Nossa! Não sei como ainda se reconhecem!

Tudo é superficial casais fingem carinhos forçados na frente dos amigos, amigos fingem intimidade e cumplicidade na frente dos demais, funcionários fingem entender o chefe, que por sua vez finge ser competente e amigo, pais fingem que  conhecem seus filhos, membros da igreja fingem viver dentro dos dogmas da sua religião e por aí vai.

Mas, no fundo, todos são tristes.

Deitadas em seus travesseiros à noite, esposas choram pela falta de atenção do marido, filhos se revoltam contra seus pais, mães choram por não reconhecerem seus filhos, fiéis ajoelham-se e choram nos  bancos de suas igrejas por não praticarem sua crença da forma pregada.

Dias são somados as suas vidas, mas não existe vida em seus dias que passam!

Por que as pessoas preferem viver sustentando aparências do que, simplesmente, assumir suas frustrações, tristezas, desejos e a partir disso, viver  do jeito e ao lado de quem (realmente) querem – seja de outro alguém ou  sozinho!?

É curioso observar que as pessoas verdadeiramente felizes são consideradas sem graça, bobas, caretas e desinteressantes. Entretanto, elas não são nada disso, pelo  contrário, são felizes porque felicidade não é viver ligado em 220v todos os  dias, fazer uma social em bares, encher as redes sociais com fotos de sua  intimidade, não nada disso.

Felicidade é saber que um dia ou outro você vai  chorar, uma tristeza não se sabe de onde chegará, um dia cinzento vai aparecer, mas nada disso será maior do que sua esperança, do que o seu bem estar, do que a alegria de falar ao telefone com sua mãe, o abraço apertado do seu pai, o carinho de uma criança, o beijo do seu amado, uma boa conversa com sua  amiga, a grandeza de olhar pela janela e ver uma linda tarde de sol e saber que você está triste, mas vai passar. Sempre passa. E tudo ficará bem.

Ser feliz é aceitar que nem tudo serão flores sempre, mas vale a pena continuar  vivendo, sorrindo e amando.

Luz.

Obs.: Você leu o texto e gostou? Agora escute-o e me diga o que achou (é só clicar no audio lá no começo do post).

9 comentários

  1. Eu também acredito que tudo seria melhor se tivessemos menos aparência e mais realidade. Talvez seja medo de mudar e ser feliz. Talvez acomodação com o que a pessoa já conhece.

    • É Luiz, a vida nem sempre traz coisas boas, mas insistir na infelicidade não é uma boa escolha. O medo da mudança sempre assusta, mas não pode ser maior do que o desejo de ser feliz!

  2. Carol, eu sou uma pessoa que, acho, usa poucas máscaras. Mas mesmo assim, ao ler seu artigo resolvi me perguntar: o que me faz colocar uma máscara? Essa pergunta se reparte em outras, como: Do que eu tenho vergonha? Quais são minhas fragilidades? Do que eu tenho medo? Se olho para isso, eu enxergo como é difícil me revelar. E esse é um trabalho que tem que ser feito. Passo a passo, com coragem. O que alimenta o caminho é o entendimento que você traz aqui: uma vida sem máscaras é uma vida mais feliz. Eu acredito nisso 🙂

  3. muito triste mas essa e a realidade de muitas pessoas infelismente,#EuQueroGanharKitNatalConverIntel

  4. Danielle Abreu

    Gostei do texto!

  5. Gostei do texto.

  6. Farlen

    O ser humano em geral já tem esse defeito de berço.
    Sempre querendo ser melhor do que outro,o melhor carro CSA melhor etc etc.
    Quase ninguém vevi naturalmente,acho muito bonito pessoas que vevi na simplicidade sem ter vergonha do que realmente são.
    Resumindo………quase todos vivendo fudido,pagando alto preço por à aparencia.
    Vida artificial
    Sem graça
    Vivendo limitado fazendo o que o mundo acha certo
    Nao que realmente gosta.

    • Caroll Souza

      Bem por aí…

  7. Ramiro

    Bela matéria mas não temos maturidade inda para deixar as aparências pra trás.
    Os marketeiros não gotariam de ler esta matéria e nem os vendedores de moda.
    Pra melhor sobrevivência de todos, continuemos vaidosos. Dói menos.

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