Estou de volta.

 

Olá Leitores,

Tem um bom tempo que não posto nada por aqui e recebi alguns e-mails questionando se o Blog estava descontinuado, primeiramente, quero agradecer pelo carinho de vocês e pela preocupação. Em segundo, venho dizer que não, o Blog não foi descontinuado, apenas precisei dar um tempo para cuidar um pouco da minha vida pessoal.

Já estou de volta \o/

Hoje, inauguro a nova coluna “Conversas de Mãe” e desejo que esse seja um canal para que nós mulheres possamos nos conectar uma com as outras para falar desse tema fascinante e desafiador, que é a maternidade.

Há alguns anos venho planejando o meu projeto maternidade devido à idade que se aproximava e não queria estender muito para não precisar ter uma gravidez cheia de restrições e aumentar os riscos.

Mas, quem disse que temos o controle sobre a vida? A maternidade chega para nos lembrar que não, como me disse minha professora de yoga. E ela tem toda razão.

Na empresa em que trabalhava a situação estava bem monótona, sem chances de novos desafios, e, viver essa previsibilidade nos faz sentir estagnados. Eu, particularmente, não gosto nenhum pouco de me sentir parada na vida e isso começou a afetar a minha saúde. Foram quase 4 meses seguidos de fortes crises respiratórias que me tiraram por completo do circuito. Nesses momentos, onde estamos forçosamente em repouso por motivo de saúde, começamos a refletir de maneira menos romântica e mais realista sobre as nossas escolhas atuais e a analisar para onde elas irão nos levar no futuro.

Assim comecei a aprofundar a minha autoanálise e junto com a orientação da minha psicoterapeuta percebi que as escolhas que me mantinham naquele lugar não eram nada favoráveis para o lugar aonde eu queria chegar: a maternidade.

Como disse, esse projeto começou há alguns anos, o que quer dizer que a parte financeira foi o primeiro passo (economizar mais e gastar menos)  porque sabia que não podia ter como garantia o plano de saúde da empresa (porque ela passava por dificuldades).

Considerando que eu já havia me planejado e equilibrado financeiramente, que a empresa não dava nenhum sinal de que me daria novos desafios, a minha saúde acenando bandeira vermelha bem no meu nariz, eu decidi rever minhas escolhas.

Comecei a outra etapa do projeto: cuidados específicos com a saúde e estimativa para engravidar no melhor período do ano para mim.

Todos esses cuidados e preparativos eu vinha fazendo pensando no que seria melhor para mim e meu futuro bebê quando chegasse a hora.

E, então, em mais uma das minhas crises respiratórias o resultado saiu: POSITIVO. O pensamento foi um só “Uau! Consegui! Estou grávida, e agora?”

Nesse mesmo instante, a minha antiga chefe simplesmente começou a perder o controle e o clima no setor de ruim foi para péssimo. As pessoas tristes, desanimadas, exaustas e a pressão só aumentava junto com o mal-estar de todos.

Me lembro claramente como se fosse hoje, sentada a minha mesa, lendo o resultado do exame, olhei para cada um dos meus colegas e da minha chefe e me questionei: “É assim que quero viver a minha gestação? Como vou superar minhas crises respiratórias se não poderei mais ficar dias a base de antibiótico, anti-inflamatório e corticoide? O que será que pode acontecer comigo? Mas, e o plano de saúde?

Cheguei a casa e conversando com o meu marido decidimos que o melhor a ser feito era eu sair do emprego e me dedicar exclusivamente a minha outra atividade profissional: consultora de carreira para profissionais insatisfeitos.

No dia seguinte, cheguei ao trabalho com minhas bolsas para trazer todos os meus pertences pessoais, conversei com o meu chefe que não gostaria mais de permanecer ali pela falta de perspectiva e de desafios que me cercavam e estavam somatizando em meu corpo por meio de constantes crises respiratórias. Cumpri o aviso prévio. Me desliguei.

E hoje posso dizer com certeza que foi a melhor escolha que puder fazer por mim e pela minha gestação. Desde então, nunca mais tive nenhuma crise – mesmo pegando quase 0° C no Chile.

Minha mãe sempre diz que a mulher se torna mãe desde o momento que decide ter um filho porque as nossas escolhas começam a ser pautadas no que é melhor para eles e não somente para o nosso bem-estar e nossa satisfação. E ela tem toda razão.

Com esse turbilhão de acontecimentos eu precisei me afastar para olhar mais distante tudo isto que estava se passando comigo e a entender qual era o melhor caminho a seguir. Por isto tantos meses sem novos textos.

Espero que vocês compreendam.

No próximo post, vou começar a contar um pouco de como está sendo a minha primeira gestação e quero muito saber como foi a de vocês.

É bom estar de volta!

Luz em nossa caminhada e sigamos em frente (em paz).

Um comentário

  1. Janyr

    Como sempre lhe disse foi a sua melhor decisão. Novos rumos e novos desafios mas,com certeza nosso maior presente de Deus.

E então, gostou? Me diga aqui no comentário.

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