Faz um favor para mim, para você e pelo Brasil?

 

As eleições estão chegando, em 07 de outubro, e, provavelmente, o segundo turno ocorrerá em 28 de outubro também.

A propaganda eleitoral está no ar, as baixarias eleitorais também, junto com todas as discussões inúteis nas redes sociais, as amizades desfeitas, o discurso de ódio reina na maioria dos grupos que falam sobre seus candidatos.

O curioso é que essas pessoas passam dois anos (se contarmos o intervalo das eleições municipais) sem abrir a boca para falar de política. Mal sabem o nome dos ministros, não se lembram das promessas dos candidatos a vereador, prefeito, deputado, governador e presidente que elegeram. Mas é só aparecer uma notícia qualquer no Jornal Nacional que a “veia do eleitor” pulsa e passa a repetir tudo aquilo que ouviu na TV, dos colegas do trabalho, do vizinho, da rádio, enfim, de qualquer um, exceto de si mesmo. Por quê?

Porque a grande parte dos eleitores no Brasil não vota por si, vota pelo que ouve os outros falarem, se acomoda na máxima “Nenhum político presta. É tudo ladrão.” e assim vai votando de maneira leviana eleição após eleição.

Não é de se admirar que tenhamos tantas descendência nas cadeiras dos cargos políticos, é filho, filha, esposa, marido, pai, mãe tudo fazendo da política a sua carreira, sugando os altos e vastos salários e benefícios concedidos a eles (por eles mesmos) com o (nosso) dinheiro público.

Isso ocorre porque a obrigatoriedade do voto faz com que as pessoas acabem votando de qualquer maneira, sem terem a plena consciência (e responsabilidade) de que aquele ou aquela eleito irá influenciar (e muito) as condições de vida de todos nós. Eles mandarão naquela obra que nunca acaba e só atravanca o trânsito, eles mandarão nos impostos que pagamos, na data dos pagamentos dos servidores públicos, no modo que serão contratados os empregados na iniciativa privada, nas condições de crédito para financiar a casa própria, na compra do carro e em tudo que nos envolve enquanto sociedade.

Mesmo com essa influência direta e poderosa, as pessoas se acomodam na atitude de compartilhar notícias (na maioria das vezes manipuladas e falsas) do facebook do amiguinho, do grupo do whatsapp, as baboseiras conversadas por tantas pessoas que só se lembram que são eleitores às vésperas das eleições.

Falar que nenhum político presta dá muito menos trabalho do que pesquisar no Google sobre os candidatos, buscar aplicativos sérios que ajude na análise da trajetória política deles, é mais fácil ficar horas e horas deslizando o dedo na tela do celular vendo e não aprendendo nada de útil no facebook e instagram.

Então, hoje, eu quero pedir a você que não quer ter esse trabalho de pensar por conta própria sobre os possíveis candidatos, a você que só vota em quem os amiguinhos recomendam, a você que pega o santinho caído no chão na porta do local de votação e vota nesse número mesmo, a você que prefere ir até as urnas e clicar em branco ou nulo só para não ter o trabalho de pesquisar, analisar, aprender e pensar por conta própria…

.…por favor, NÃO VOTE! 

Justifique a sua ausência, o valor é em torno de quatro reais, você terá pouco trabalho, só ir até um cartório eleitoral e apresentar a justificativa.

Assim você evita de contribuir para o atraso do país, a tornar as condições de vida piores, a eleger candidatos corruptos e sua prole, a dar mais poderes a quem não respeita os diretos dos cidadãos, a tornar a vida mais difícil para mim e para você também.

O voto não é uma brincadeira, um joguinho de números, um baralho.

O voto é a decisão de uma nação sobre o seu presente e o seu futuro.

O voto é a procuração que cada um de nós dá aos candidatos que elegemos, para que eles – com total poderes – possam nos defender (ou prejudicar como eles quiserem).

Olhe para tudo o que já vivemos, se não conhece, estude um pouquinho, no Google mesmo, sobre o Governo do Collor, sobre as pessoas que perderam tudo que trabalharam com tanta dignidade para ter devido a política econômica infeliz, irresponsável e incompetente dele. Veja brevemente como foi o período da Ditadura Militar e as vidas roubadas, assassinadas por defender a liberdade de ir e vir, aprenda só um pouquinho, não vai perder muito tempo, faça isso por você, pelos seus filhos, seus netos, por todos nós.

Que haja sabedoria, luz e paz não só nas eleições, mas, principalmente, depois delas.

2 comentários

  1. Luiz Shigunov

    Apoiado!

    Eu não consigo entender como alguém consegue passar adiante algo que nem sequer chegou a ver.

    Outro dia recebi um video falando de um aplicativo para fiscalizar as eleições. Entrei no site que o vídeo fala e, para minha surpresa, estava lá dizendo que o projeto tinha sido encerrado.

    Ou seja, a pessoa que me passou nem sequer foi ver! Mas repassou.

  2. Renato Lima

    Perfeito !!!!

E então, gostou? Me diga aqui no comentário.

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