Dicas de leitura: As boazinhas nunca chegam ao topo!

O texto hoje é voltado exclusivamente para as mulheres porque dificilmente os homens sofrem da síndrome de “Bonzinhos”.

Se lembram do tópico sobre motivação? Citei nele o livro “Mulheres ousadas chegam mais longe (Lois P. Frankel)”. Então, hoje quero falar sobre um dos assuntos que mais me marcaram nesse livro: seja Boa, mas nunca boazinha!

Se assustaram!? Eu quando li esse livro pela primeira vez também (risos) mas fiquem tranquilas ninguém precisa virar uma megera.

Esse livro foi escrito por uma especialista em coaching executivo de mulheres, ela nos mostra algumas razões pelas quais fomos induzidas a agirmos como boazinhas em todos os  aspectos da nossa vida. Desde crianças fomos educadas e tratadas como “a garotinha” do papai, da mamãe, da titia e por aí vai. O problema é que ninguém nos ensina a sermos menininhas somente enquanto temos idade para isso, pois, com o passar do tempo, atitudes tão dóceis assim nos trará grandes dificuldades no ramo profissional.

O livro nos ajuda a identificar em quais áreas (no âmbito profissional) somos mais boazinhas: (agir, jogar, comunicar, pensar, falar etc) por meio de um simples teste. Depois ele trabalha cada uma dessas áreas indicando a atitude boazinha e a adequada para uma profissional madura e altamente capacitada que busca o sucesso!

No começo da minha carreira fui muito boazinha. Nossa como me prejudiquei com isso! E nem posso dizer que minha chefe era uma mãezona e por isso fui moldada assim. Pelo contrário, ela era japonesa, de uma família bem tradicional e conservadora. Portanto, era rigorosa, exigente e muito focada no trabalho –  a supervisora mais temida do setor.

Ela foi uma das melhores gestoras que tive a felicidade de trabalhar: se lembram  do “O monge e o executivo” ? Então, ela se assemelhava muito aquele estilo de líder efetivo, propiciava aos seus funcionários o que eles necessitavam para desempenhar um bom trabalho sem ser liberal nem ditadora ou ausente. Ela fornecia o que nós precisávamos para crescer, nada além disso. (E isso é exatamente tudo o que um bom líder precisa conceder a sua equipe).

Mesmo assim quando mudei de empresa agi como uma típica boazinha: levava café para os colegas, dava chocolates na páscoa para todos, era sempre excessivamente agradável, pedia desculpas o tempo todo, tinha receio de tomar a palavra em reuniões, era insegura, estava à disposição para ajudar todo mundo (sempre), nunca dizia não aos meus colegas, defendia e tomava partido de todos eles (mesmo quando estavam errados). O problema é que isso não me ajudava a conquistar o respeito dos meus pares  – inclusive porque atuo em uma área predominantemente masculina  – e com isso dava um adeus a qualquer chance de crescimento profissional e de assumir mais responsabilidades.

Quem confiaria um cargo/projeto de grande importância e responsabilidade a uma “garotinha”? Seja sincera, nem você confiaria…

Então, aprendi com a grande mestra, A Vida, a ser Boa. Ser parceira, cordial, sincera e profissional, mas nunca me doando a tudo e a todos sempre. Aprendi a dizer não, afinal de contas também tenho minhas responsabilidades, minhas atribuições e prazos – como todos os outros profissionais respeitados e admirados da empresa.

Um grande mentor, que tenho a alegria de tê-lo em minha vida, me ensinou que as vezes precisamos impor nossa presença, nossa opinião e nossas ideias para que os demais nos enxerguem como desejamos: com respeito e admiração. É claro, que se impor não significa ser prepotente, soberba, esnobe nem hostil, mas, ser incisiva, dogmática – nunca esquecendo de manter a humildade.

Hoje ainda passo por algumas situações onde a boazinha insiste em aparecer, mas amadurecer é isso: evoluir, aprender, criar um novo nível de consciência ( isso falaremos em um outro post).

Então, lembre-se na esfera profissional: Boa sempre. Boazinha, jamais!

4 comentários

  1. Julie

    Nossa acho que sou assim também! Eu não trabalho, mas passo por isso na minha vida inteira, e passei na escola também. Você falou a palavra chave: respeito. As boazinhas não sabem impor respeito, elas se jogam inconscientemente para todos passarem por cima dela, e o pior é que muita gente passa! No meu caso, sinto que minha própria família passa por cima de mim, pois sou muito tímida e tento agradar todo mundo. Adorei a matéria, acho que vou comprar esse livro hehehehehe bjsss

    • Olá Julie,

      Fico feliz por ter gostado da matéria.

      Acho que o melhor caminho para deixar de ser boazinha e se tornar uma Boa mulher é começando por se impor a sua família. No começo a mudança de comportamento é bem difícil, mas com o passar do tempo você vai conseguir se impor com mais naturalidade. Minha dica: comece dizendo “não” para as coisas que você não tem vontade de fazer. Essa pequena palavrinha tem um poder enorme!
      E indico o livro também, acho que vai te ajudar.

      Não deixe de comentar como está a mudança.
      Na torcida por você!!!

      Luz!

  2. Joice Oliveira

    Olá!! Muito bom seu texto…eu sou assim mesmo…nao a ponto de levar cafe pra todos (rsrs),mas no mesmo caminho…tenho muita dificuldade de mudar isso,pois faz parte da minha essência…mas sei que é supeeeeer necessário! Seus textos tem ajudado muito…to amando esse blog…continue,e nao pare,por favor!!!

    • Querida Joice,

      Obrigada por suas doces palavras, minha intenção é compartilhar minha experiência para ajudar a outras pessoas, como você a evoluir. Que bom que estamos conseguindo!
      Se quiser trocar experiências, tirar dúvidas fique a vontade para enviar um e-mail.
      Um beijo grande.
      Luz na caminhada.

E então, gostou? Me diga aqui no comentário.

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