Por uma vida mais feliz

Na vida precisamos escolher.

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Vendo o filme “As Palavras” me deparei com uma frase que não me saiu da cabeça: “Na vida temos que fazer escolhas. E, o mais difícil, temos que aprender a conviver com elas.”.

Então, comecei a olhar ao meu redor e ver quais tinham sido minhas escolhas e se havia aprendido a conviver com elas. Confesso que nem todas foram fáceis e nem com todas consigo conviver, mesmo assim me orgulhei de não ter me mantido passiva diante da vida e ter feito escolhas, mesmo aquelas que me arrependi de alguma maneira.

Esse filme retrata o desejo de um jovem escritor em ter seu trabalho reconhecido sem sucesso, até que encontra a obra desconhecida de outra pessoa, se apaixona por ela, e mantém isso em sigilo vendendo-a como sua. E, o pior de tudo, dá certo e um dia ele encontra o verdadeiro autor do livro. Então, a vida o lembra que ele fez uma escolha e deve conviver com isso. Não é fácil. E coloco-me no lugar dele e acho que não teria coragem de me apropriar da obra de outra pessoa, mesmo que fosse algo encontrado casualmente e, sem nenhum vestígio do verdadeiro autor. Não saberia viver à sombra da luz de outra pessoa. Para mim seria triste demais isso.

Contudo, tem muita gente no mundo afora que vive com isso sem maiores traumas ou culpa. As pessoas que parecem não encontrarem seu rumo na vida, seu valor, sua missão, apoiam-se no brio de outra pessoa, e tomam os sonhos e desejos dos outros para si. E vivem com isso como se fosse seu papel no mundo.

Só que um dia as máscaras caem e então penso como alguém conseguirá conviver com essa escolha. Em ter optado pelo caminho mais curto e menos sofrível, o de viver o sonho de outro alguém, por simplesmente não ter tido fibra e coragem para descobrir os seus?

Deve ser triste um dia olhar no espelho e não se encontrar, não se identificar no reflexo, não saber o que realmente desejaria ter feito, que vida gostaria de ter vivido, que sonhos gostaria de ter sonhado, não saber a razão pela qual está onde se encontra e não ter como explicar ao seu filho a pessoa que é hoje em dia.

Sinceramente, por mais complicado que seja encontrar o próprio rumo, o ideal de vida, a razão da nossa existência, nossos talentos, nossa missão, nenhuma dificuldade compensa perder nossa identidade. Nada no mundo é capaz de suprir quem realmente somos por um plágio de vida qualquer.

Vivamos nossas vidas, por mais difícil que seja será sempre mais honesto e digno do que ser a cópia barata de alguém.

3 Comentários

    • Carol Souza

      Oi Gisélli.

      Muito obrigada por suas doces palavras.

      É muito importante conhecer a opinião de vocês, pois, compartilho minhas ideias a fim de ajudar (de alguma maneira) a tornar a vida de cada um de vocês, que acompanham o blog, mais leve e mais feliz.

      Fico profundamente feliz e honrada com cada retorno, cada comentário que vocês deixam e por saber que minhas palavras alcançaram vocês.

      Um grande beijo e abraço.

  • luizshigunov

    Lendo o texto me lembrei das pessoas que dizem não se arrepender de nada no passado. Isso me parece muito falso. Como ela pode não se arrepender de algo que fez errado? Eu me arrependo de muitas escolhas, mas não vou deixar de continuar escolhendo. Pelo contrário, vejo que é preciso aprender com as escolhas passadas e pensar mais para acertar nas próximas escolhas 🙂

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