Conversas a dois

Amor de carnaval resiste à quarta-feira de cinzas!?

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Muitas pessoas nessa época do ano, o carnaval, saem às ruas em busca de beijos, carinhos e curtição. Com pouca esperança que esses encontros amorosos possam se transformar em algo mais sério.

Então,  hoje eu quero contar uma história que vai de encontro a tudo isso.

No final da década de 70, uma jovem do interior veio passar o carnaval na cidade grande na casa de parentes. Ela saía todas as noites para o clube da cidade com suas primas e irmãs a fim de se divertir. Em uma dessas noites, no baile, ela encontrou um jovem rapaz, fantasiado de sultão e eles passaram a noite conversando e dançando, passaram outros dias do carnaval e eles continuaram se encontrando no baile.

Chegou o último dia e ela teria que voltar para sua cidade no interior. Ela era de uma família bem conservadora, católica, tinha seis irmãos e era a segunda filha mais velha, responsável, filha exemplar que trabalhava como professora e ajudava seus pais em casa. O rapaz então perguntou se eles voltariam a se encontrar. E ela disse que sim, que se ele quisesse poderia ir visita-la lá no interior.

Ele um jovem rapaz, filho de pais separados, morava com a mãe e as duas irmãs, como único filho homem que morava com a mãe tinha a responsabilidade de ser o homem da casa, e portanto, tinha que cuidar de sua mãe e suas irmãs. Ele era muito trabalhador, atuava no comércio, não tinha o ensino médio completo, pois, desde muito jovem precisou trabalhar para cuidar da família.

Naquela época telefone, celular e internet eram coisas raras que somente pessoas com alto poder aquisitivo possuíam, por isso a única forma de manter contato era pessoalmente ou por correspondência. Passado um pequeno período o rapaz foi visitar a jovem em sua cidade no interior.

Ela o apresentou ao seu pai, e o rapaz a pediu em namoro, então eles começaram a namorar. O rapaz percorria cerca de 100km todo sábado para visitar a jovem (ele ia e voltava no mesmo dia, pois, não podia dormir na casa dela).

Eles namoram durante dois anos, nesse período noivaram e se casaram. Após um ano de casado eles tiveram seu primeiro filho e muitas coisas boas e ruins aconteceram desde aquela época. E, como todo relacionamento, não foi fácil superar as dificuldades e manter o casamento, a família com união, respeito e amor.

Hoje, após mais de trinta anos, aquele jovem rapaz formou-se em Fisioterapia, aos cinquenta anos, é terapeuta holístico e continua se especializando na sua profissão e reconhece que sua esposa é sua grande parceira. Ela se aposentou do magistério e hoje atua em uma nova profissão, ela é esteticista e trabalha junto com seu marido no consultório dele. Eles só tiveram um filho, que os ama incondicionalmente e acredita que tem os melhores pais do mundo.

Moral da história:

Nem sempre o amor vem dos lugares mais padronizados, às vezes ele surge de onde menos se espera. Basta esperar, observar e ser perseverante que você conseguirá encontrar alguém que amará para sempre.

Por isso, não precisa sair seguindo o trio elétrico beijando todos que aparecerem na sua frente. Não vale a pena sair ficando com todos os caras lindos que sorrirem para você. E nem sair ficando com todas as garotas saradas que demonstrarem interesse. Sem desespero. Sem presa.

Curta o seu carnaval com esperança, prudência e previna-se.

O amor deve começar por si próprio.

3 Comentários

  • Janyr Gomes da Silva

    Acredito que nada nessa vida acontece por acaso e que tudo tem sua hora para acontecer. Ver minha história contada aqui por minha filha é uma prova disso pois, lá se vão trinta e dois anos desse carnaval.

  • luizshigunov

    Bonita história 🙂 Mas eu acho que não é comum um amor de carnaval dar certo. Talvez não dê certo justamente porque no carnaval os requisitos são menores ou nenhum… rs Depois que passa o carnaval os requisitos mínimos voltam e não tem como dar certo mesmo.

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