Salve 13 de maio!

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Hoje é celebrada a Abolição dos Escravos, nas religiões africanas, celebra-se o Dia dos Pretos Velhos – que são entidades de escravos, em sua maioria anciões, que compuseram a triste época da Escravidão.

Independentemente da sua religião, eu hoje venho falar desse povo, que tem todo o meu respeito, os escravos.

Negros, que só por causa da cor da sua pele [digo “só”, pois, para mim isto é algo superficial demais para moldar uma pessoa], foram escravizados, humilhados, renegados e tiveram sua integridade humana desconsiderada e sua dignidade totalmente anulada!

Hoje, vários povos quilombolas, descendentes de escravos, celebram seus ancestrais e a força com a qual estes enfrentaram as mais diversas humilhações que sofreram.

Não sei você, mas, eu tive a honra de aprender a história de vida dos escravos por meio de uma família de quilombola e dos meus avós. E, hoje, sou uma pessoa que admira, respeita e tem um profundo carinho pela história dos negros escravizados nessa Terra. Não sei se somente pela significância pessoal que meus avós têm na minha vida ou se pela energia que sinto ouvindo as histórias dos pais da Tia Tetê – citada no post escrito aqui sobre Conservatória – onde me emocionei com cada história da senzala em que seus pais viveram, ouvindo ela me contar sentada no banco de madeira de sua cozinha, servindo um café colhido e moído do seu quintal a mim e a minha mãe. E, acho eu, que esse carinho, que sinto por estas pessoas, também se deve a alegria vivida por mim nesse dia, onde vovó comia a feijoada, preparada pelo vovô, de forma peculiar, com suas mãos, fazendo bolinhos e dando na boca dele e da minha também 🙂

Aliás, essa é uma das coisas que aprendi, que a feijoada era o prato predileto dos escravos. Eles só tinha a opção de comer essas carnes, pois, a senhora da fazenda não achava elegante servir tais pedaços do porco (pé, orelha, bucho, e outros) a sua família e os cedia às escravas cozinheiras. Elas levavam à senzala, sua morada, e juntava com farinha de mandioca (algo comum para os escravos), com couve, cebola e laranja (que lhes eram permitido comer). E, assim, surgiu a feijoada típica que conhecemos.

Eu, hoje, quero com esse texto celebrar todo povo da senzala, todos os negros escravos que construíram grande parte desse país e de tantos outros.

Se você não conhece muito sugiro que veja o filme “12 anos de escravidão” ou faça uma visita a um quilombo e aprenda sobre esse povo que pagou com sua vida o preço cobrado pelo racismo e a xenofobia dos brancos burgueses daquela época.

Salve os escravos!
Salve os pretos velhos!

Oxalá nos abençoe!

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2 comentários

  1. Janyr Gomes da Silva

    Realmente ouvir a história desse povo tão sofrido e humilhado é muito emocionante.Salve todo povo quilombola e seus descendente que ainda mantém viva as suas crenças e tradições.

E então, gostou? Me diga aqui no comentário.

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