Conversas a dois

Atenção Homens: menos grosseria e mais gentileza com suas mulheres, por favor.

Não sei se é o trânsito cada dia pior, se é o calor do verão, se é a falta de dinheiro, não sei mesmo justificar (até mesmo porque acho injustificável).

Só sei que nos últimos meses, ando ouvindo de várias amigas queixas de seus maridos. Algumas são casadas há anos, outras há poucos meses, não importa o tempo, todas andam reclamando da mesma questão: a falta de paciência e a intolerância de seus amados.

Por isso, o texto de hoje vai ser dedicado a vocês, maridos estressados, com o intuito de compreender o quê os leva a ser tão indelicados e impacientes com suas mulheres. Em público, esses maridos são melados e gentis. Agora, em casa, com suas amadas basta ouvirem uma opinião contrária, verem um semblante diferente, uma esbarrada no seu copo de cerveja, o controle da TV cair no chão, ela mudar o canal da televisão sem querer e pronto: lá vem o macho-alfa berrando. Isso pra não falar quando chegam estressados do trabalho e acham que tem que descontar toda a raiva do chefe e de seus clientes em suas mulheres.

Com a vida corrida que atualmente levamos, geralmente, os casais passam poucas horas do dia juntos e alguns até poucas horas nos finais de semana também. Tem casal onde ambos trabalham fora, portanto, só ficam juntos da hora que acordam até saírem para o trabalho e depois a noite, quando retornam a casa. O final de semana passa voando, tem que cuidar da casa, ir ao mercado, ver a família e quando você se dá conta já é domingo a noite. A vocês, maridos, deixo uma metáfora:

Sua esposa não é a cadeira da mesa de jantar, aquela encostada lá no canto da parede.

Reflita sobre as seguintes situações:

  • Quando você chega do trabalho cansado, não é a cadeira quem esquenta o jantar preparado para você. É a sua mulher.
  • Quando a grana aperta, as contas não param de chegar e você começa a se preocupar, não é a cadeira que lhe apoia e poupa o orçamento da casa fazendo a renda da família esticar e quitar tudo. É a sua mulher.
  • Quando surge aquele problemão no trabalho e você perde o sono a noite, não é a cadeira que acaricia seus cabelos, lhe dá um beijo e transmite a você a certeza que tudo vai se resolver. É a sua mulher.
  • Quando você pega aquele resfriado e precisa de um chá, uma canja quentinha e um colo, não é a cadeira que lhe dá tudo isso. É a sua mulher.

Um dia, quando o inevitável e difícil dia da partida chegar (acredite é muito difícil, inclusive para eu escrever isso, porque não sei lidar com a morte), e você se deparar sozinho, ao passar pela sala é provável que a cadeira esteja aí, nesse mesmo lugar. Porém, quando chegar no quarto verá que ela, a sua mulher, não estará mais lá. Por isso, cuide de quem lhe ama e cuida de você!

Dica: ao chegar a casa deixe o estresse lá fora, seja a melhor versão de si mesmo para ela, que está todos os dias ao seu lado. E, por favor, não use a velha retórica: “Ah, mas eu sou assim. Esse é meu jeito.” – porque precisarei ser indelicada e obrigada a lhe dizer que ninguém nasce e morre do mesmo jeito, nem as árvores. Todos nós, seres vivos, nos modificamos ao longo da vida. Basta querer. Então, queira ser um marido melhor para ela todos os dias. E, através do seu exemplo, inspire-a para que se torne uma esposa melhor a cada dia para você.

Luz. Amor. Tolerância e carinho com quem te ama.

2 Comentários

  • Gisélli

    Oi Carol. Ótimo post! Me emocionei até…Realmente é assim…meu marido mesmo é um homem extraordinário, mas por qq coisa perde a paciencia e fica dias de cara virada…mtas vezes eu nem sei o motivo…Parabéns pelo blog, mais uma vez…

    • Caroll Souza

      Oi Gisélli,

      Obrigada pelo comentário, você é uma querida leitora. Essa é uma queixa de muitas mulheres, fiz esse texto com a esperança de fazer ao menos esses homens refletirem sobre isso e tentarem melhorar por suas amadas…quem sabe consigo, né?
      Um grande beijo.

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