Conversas sobre as dores da alma

Um dia para dizer: Obrigada(o).

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Conta-se muitas histórias sobre a origem do Dia das Mães, que surgiu na Grécia antiga, na Inglaterra e, a que mais me encantou, nos Estados Unidos em 1905 através de Ana Jarvis.

Essa norte-americana após perder sua mãe, mergulhou em um profundo estado de depressão, de onde suas amigas conseguiram resgatá-la estimulando-a a relembrar às boas memórias sobre sua mãe. Ana, então recuperada desse estágio, motivou-se a perpetuar essa celebração para todas as mães (vivas ou falecidas) – um dia onde todos os filhos pudessem homenagear e agradecer as suas mães.

Passados alguns anos, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, determinou em todos os Estados norte-americanos o segundo domingo do mês de maio como o Dia das Mães. Com o decorrer do tempo, essa data acabou se destacando pelo caráter comercial adquirido, gerando grandes lucros ao comércio, o que deixou Ana profundamente decepcionada e frustrada com essa data. Ela faleceu em 1948 sem ter se tornado mãe.

Algo mudou desde quando Ana se foi em relação a esse dia? Acho que não. Anualmente o que vemos nos noticiários é se o comércio aumentou (ou não) o lucro nas vendas para o Dia das Mães. Os programas de televisão aproveitam para fazer quadros específicos e digladiam-se pela audiência. Os restaurantes enchem de promoções suas vitrines para que filas quilométricas se formem na porta com filhos e mães ansiosos para passar horas se empanturrando, mesclando entre uma garfada e uma olhada no celular, uma colherada e uma foto do prato para as redes sociais. Enfim, aonde foi parar a homenagem e o agradecimento as nossas mães? Se perderam no meio de tanta promoção, curtidas e filas.

Por conta disso, o texto hoje veio especialmente com a missão de fazer você refletir, parar uns minutinhos e se lembrar da verdadeira essência do que é celebrado hoje: o amor nos dados pelas nossas mães.

Alguns motivos para agradecer:

  • As noites sem dormir enquanto você chutava a barriga dela (ainda no ventre).
  • O cuidado em lhe alimentar quando você nem sequer sabia falar.
  • O banho morninho cheio de carinho que ela lhe dava quando era criança.
  • Aquele uniforme branquinho e cheiroso que ficava pronto todos os dias para você ir à escola.
  • O almoço servido quentinho quando você chegava do colégio azul de fome.
  • As horas dedicadas em lhe ajudar a montar aquela maquete para a feira de ciências.
  • O segredo guardado quando você contou que estava namorando escondido porque não queria que seu pai soubesse (era cedo demais).
  • O trabalho que ela sempre teve dobrado para cuidar da casa, do seu pai, de você e (muitas ainda da sua profissão) fazendo de você a prioridade nº 1 na vida dela.
  • O colo quando você teve a sua primeira decepção amorosa e achava que o mundo tinha acabado ali mesmo.
  • A canja quentinha junto com um suco de laranja que ela preparava para seus dias de resfriado, sempre acompanhados de um beijo na testa e um toque de carinho.
  • O abraço apertado quando você disse que iria se mudar e ela, com o coração partido em mil pedaços, sorriu e lhe disse para seguir em frente, que havia chegado a hora de crescer.
  • Por aquele café e bolo de fim de tarde que ela prepara até hoje quando você vai visita-la.
  • Pelas privações que sempre fez em prol de realizar os seus desejos.
  • E por todo o segundo que ela dedica a você desde quando viu “Positivo” escrito no teste de gravidez.

Eu hoje já disse para a minha “Obrigada” por tudo isso (e muito mais). E você?

P.S.: Mesmo se ela já estiver partido, vá lá fora, aviste o céu, lembre-se de tudo que ela fez por você e agradeça. Ela ouvirá e ficará muito feliz. Sabe por quê? Porque amor de mãe é eterno!

 

FELIZ DIA DAS MÃES!!!

Um comentário

  • Janeth

    Como sempre querida,seus textos são inspiradores de reflexão,quantos por aí
    se esquece dessa pessoa essencial em nossa vida,deixando-se levar pelo corre-corre da vida,pensando que ela sempre estará ali,ao nosso alcance,quando se assusta,sentindo o grande vazio que fica com a sua ausência,Cuidemos enquanto às temos junto à nós.

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