Sintonia Fina

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Dias desses, aconteceu um fato curioso: eu tinha recebido uma resposta negativa sobre um assunto a ser resolvido e fiquei desanimada e triste com isso. Em poucos minutos, após essa resposta, uma antiga e querida amiga me enviou uma mensagem – via whatsapp – perguntando como eu estava e se havia resolvido tal assunto.

Não gosto de ficar reclamando dos problemas, pois, acho que isso não ajuda em absolutamente nada, por isso, respondi a ela dizendo que não havia resolvido, mas que estava tudo bem. E ela, imediatamente, replicou: “Está bem mesmo?” – daí ficou mais difícil de segurar e falei a verdade que não estava bem. Minha amiga como sempre, calma, otimista e confiante em sua fé, me disse que tudo ficaria bem, se resolveria, bastava eu ter fé. E que ela estava (e continuaria) orando por mim.

Aquelas palavras soaram tão confortantes, que logo me senti melhor.

O curioso é que essa minha amiga é dos tempos da faculdade, nos formamos há mais de dez anos, e, desde então, nos encontramos pessoalmente com pouca frequência. Nos mudamos de cidade, ela de Estado, depois retornarmos, ela se tornou mãe e nosso tempo livre acabou ficando curto. Mesmo perante tanta mudança ela nunca se afastou da minha vida, sempre nos falamos por e-mail ou via redes sociais (que sim, sou grata ao facebook por proporcionar esse contato virtual). E, quando nos encontramos é sempre como se estivéssemos acabado de nos ver no dia anterior na faculdade.

Para mim, as relações verdadeiras, as amizades desprovidas de outros interesses, se não o de querer bem ao outro, se molda ao som dessa sintonia fina. Uma palavra, seja ela falada ou escrita é suficiente para que a leitura do que o outro está sentindo seja feita corretamente.

Eu muitas vezes sinto saudades da época de amizades no portão de casa. E, quando acontecem momentos como este sinto-me revigorada, resgato na minha memória aquela sensação reconfortante de ter alguém com quem compartilhar minhas emoções, sem precisar especificar tim-tim-por-tim-tim.

Amizades assim são raras, acredito que essa extinção se deva a falta de verdade nas relações, a necessidade de ostentar uma felicidade 24h por dia, a intolerância em assumir nossas fragilidades e limitações. Por isso, para você que também tem essa sintonia fina com alguém, valorize, seja grato, retribua e regue esse amor. Já a você que não tem, olhe para dentro de si e veja o quão disposto está para se doar ao outro, qual seu nível real de interesse em escutar o outro e se envolver a ponto de ajudá-lo a superar suas dificuldades. Quanto de empatia existe nas suas relações?

Pense nisso.

Luz na caminhada!

E então, gostou? Me diga aqui no comentário.

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