Homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Dia Internacional da Mulher – Quando nem a morte pode silenciar uma causa.

Não existe consenso histórico que determine se as manifestações duramente reprimidas que resultaram na morte de centenas de mulheres, em Nova Iorque, se deram mesmo nas proximidades do Dia Internacional da Mulher. E, sinceramente, acredito que uma data comemorativa de um calendário pouco deve nos importar. O que devemos considerar é o legado de luta e persistência daquelas mulheres que doaram suas vidas por uma causa pessoal e coletiva, de alto impacto social, que vem rompendo as barreiras do tempo e espaço e como onda continuam a influenciar nossas vidas, mesmo no século XXI.

Eu me pergunto todos os dias quando acordo pelo que exatamente eu luto, ou no que acredito. Será que eu seria capaz de morrer por uma causa? E você, já se perguntou isso? Sabe dizer com precisão qual será o seu legado quando sua viagem terrena chegar ao fim? Vivemos nas gerações do aqui e agora. Tudo para ontem! Tudo ao mesmo tempo! Faça você mesmo, na estranha sociedade do eu, comigo e eu mesmo.

Certamente, aquelas mulheres que inspiraram esse dia não tinham ideia de como suas histórias chegariam tão longe, nem de como seu ativismo seria apropriado beneficamente ou desvirtuado, transformado numa data meramente comercial. Enfim… penso na dor daquelas famílias e no número de órfãos que o mundo se encarregou de criar. Sem dúvidas elas não esperavam pelo fim trágico de suas vidas, mas também não suportavam mais sofrer maus tratos, desrespeito e lutaram pela mudança, porque existem causas que nem a morte consegue silenciar.

Eu gostaria de homenagear cada uma dessas mártires, mas se quer sei o nome de pelo menos uma. O que sei é que elas, de alguma forma, provocaram um novo direcionamento para a história de milhares de outras mulheres em todo o mundo e em todas as épocas. E se o nosso corpo é perecível é dessa forma que podemos nos tornar imortalizadas.

Hoje, são novos cenários, novos problemas, novas necessidades, novos perfis, novos gostos, novos sentimentos, novos personagens… muito diferentes daquele tempo. Se evoluímos, acho que não! O ser humano é movido por paixões, faz parte da sua natureza, cada vez mais individualista e menos altruísta. Também é um erro generalizar.

Todas nós sabemos que no final dos tempos o amor se esfriará, não é? Dura realidade! Porém existe uma perspectiva do “eu” que é bem interessante e beira a dignidade divina. Quando eu penso, reflito e ajo com consciência sob o âmbito de que é a partir de mim que o mundo pode se tornar um lugar melhor e mais justo para todos.

A verdade é que todas nós precisamos encontrar, num mergulho íntimo, o propósito da nossa existência. Cada um sabe das suas alegrias e dores. Não podemos permitir que a dureza da vida e a pressão do dia a dia, das multitarefas e papéis, enrijeçam os nossos corações porque é a sensibilidade que nos torna únicas, insondáveis e surpreendentes. Que cada uma de nós encare de frente a nossa luta diária com amor, beleza, perseverança e fé. Que nossas vozes jamais silenciem e nossas atitudes produzam frutos eternos. Que não sejamos mais estatística de morte, mas de vida abundante e plena. Lute pela sua verdade encontre a sua causa, viva e morra a cada amanhecer por ela.


raquelLima

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