Casa Ronald McDonald/RJ – Onde se hospeda com Amor.

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Sempre ouvi falar da Casa Ronald e do McDia Feliz, mas sempre tive uma imagem errada sobre tudo isso. A primeira imagem que vinha à mente era de um clima de hospital, tristeza, dor, sofrimento e até conseguia sentir aquele cheio de éter dos corredores dos hospitais. Só que nessa semana, toda a imagem que tinha sobre a Casa Ronald foi desconstruída, para a minha felicidade, eu confirmei que tudo – absolutamente tudo – aquilo que imaginava não era real.

O primeiro conceito que caiu por terra foi o de ser um Hospital, não, não tem nada de hospital (e falo desde a decoração até o cheiro do lugar). Se eu tivesse que definir em uma palavra o que é a Casa Ronald, a palavra mais adequada seria HOTEL. Um lugar bonito, alegre, limpíssimo, organizado e com barulho de criança brincando e falando em todo canto.

Quem me apresentou foi uma colega, a quem admiro muito, a Raquel Castro, Coach Executiva, que atua como voluntária da causa há 20 anos [detalhe: a Casa aqui no Rio completará 22 anos, logo, a Raquel viu todo este lindo projeto crescer]. Ela sempre divulgou campanhas nas redes sociais e eu compartilhava, até que um dia algo mudou e eu pedi a ela para descrever o relato pessoal da relação dela com a Casa. E, então, o convite foi feito: “Carol, quer conhecer à Casa?” e eu sem muito pensar respondi: “Sim, adoraria.”. Agendamos a visita e lá fomos nós. Eu, me sentindo completamente desconfortável e com receio de não segurar a emoção e chorar ao entrar no local e encontrar as crianças em tratamento [porque até então eu sempre evitava a prática do voluntariado presencial porque nunca segurava minha emoção e acabava me emocionando além da conta].

O segundo conceito errado foi desmascarado logo na entrada, um local com carinha de hotel, que nem de longe lembrava um hospital. Na recepção, cores, alegria e amor foram as anfitriãs da minha chegada. E seguimos eu, Raquel, minha outra amiga Tatiana Pêgo e o Daniel Gadelha [responsável por guiar a nossa visita]. Já era mais de 18h e o silêncio começava a se instalar na casa, visitamos a sala de leitura, o espaço externo para recreação, a sala de entretenimento dos adolescentes, a sala de brinquedos das crianças, os espaços para eventos, o quarto, e, a parte mais importante naquele dia para mim, o restaurante.

Lá estavam elas, as crianças em tratamento! O medo de não aguentar a emoção começava a gritar dentro de mim a cada passo dado em direção ao barulho das vozes delas brincando e conversando que vinham do restaurante. Entramos, e, a minha primeira visão foi a de um bebe sentado na sua cadeirinha de alimentação enquanto sua mãe preparava o seu jantar [sim lá é possível jantar no restaurante o prato do dia preparado por cozinheiras profissionais ou a própria mãe preparar o que o seu filho desejar comer, afinal de contas, nós sabemos que tem dia que a criança quer algo diferente] – voltando ao assunto: eu fui fazer um carinho no bebe e a resposta que obtive dele foi um sorriso aberto, espontâneo que me arrebatou de carinho e boa energia. Naquele instante, fração de segundos, todos os meus medos sobre como lidar com o sofrimento destas crianças foi-se desfeito de vez! Eu me dei conta de que elas estão ali em tratamento e não no leito final. Elas estão ali brincando dando e recebendo amor como toda criança faz. Elas estão ali descansando depois de um dia de tratamento. Elas estão ali acolhidas e hospedadas por uma equipe de profissionais e voluntários que dedicam amor, ternura, compaixão, tempo, vida e carinho a elas. A retribuição: aquele mais sincero e alegre sorriso que só as crianças são capazes de dar.

E, olhando em volta, vendo algumas crianças sem os seus cabelos devido a quimioterapia, mas todas brincando, sorrindo, se sentindo em paz e alegres me mostrou que ali é um lugar que merecesse e muito a minha, a sua, a nossa contribuição e de todos aqueles que tiverem amor dentro de si suficiente para multiplicar, doar e acolher.

Eu lembro claramente que saí de lá renovada, com a certeza de ter conseguido conquistar algo que há tanto tempo busco: poder ser voluntária presencial lidando com o público que mais de cativa e conquista, as crianças.

Por isso, a partir de hoje, sou uma “Blogueira Responsável” e voluntária da Casa Ronald e espero contribuir para que toda aquela energia positiva, aqueles sorrisos se multipliquem mais e mais.

Eu convido você a procurar a Casa Ronald mais perto da sua casa e a fazer uma visita, você vai se surpreender com tanto amor, cuidado, zelo, capricho e responsabilidade que vemos por lá.

Abaixo compartilho com vocês algumas fotos tiradas pela Tatiana no dia da visita:

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Bom, espero que vocês também se sintam inspirados e motivados a conhecer à Casa Ronald e levem outros voluntários. Eu já convidei três outras amigas para a próxima visita e compartilharei aqui com vocês campanhas e fotos das minhas visitas.

Em tempo, gostaria de explicar que o McDonald’s não é o patrocinador exclusivo da Casa Ronald, a sua contribuição consiste nos recursos do McDia Feliz, na participação no conselho administrativo e no apoio dado por alguns de seus fornecedores. Estes recursos equivalem aproximadamente a 30% do custeio anual da Casa, portanto, a contribuição em forma de parcerias com pessoas físicas e jurídicas é essencial para a realização e o pleno funcionamento da Casa. Se você quiser contribuir a sua ajuda além de importante será muito bem vinda!

Se você já conhece e atua em alguma Casa Ronald me escreva e vamos trocar nossas experiências.

Que esse mundo se torne melhor – a começar por cada um de nós – dedicando e agradecendo mais do que cobrando e pedindo uns dos outros.

Luz & Amor na nossa jornada!

2 comentários

  1. Luiz Shigunov

    Lindo texto. Emocionante.

  2. Editando Bezerra Barbosa

    Muito legal seu relato e principalmente a sua sensibilidade ao falar da casa e de nossas crianças. Digo nossas crianças pois sou voluntário do MCdiaFeliz fazem 18 anos. Já fui da coordenação do evento para capitar recursos para casa e a 17 anos sou anfitrião da Casa Ronald RJ nas lojas do McDonalds. As portas deste lugar de alegria, amor e cura estão sempre abertas pra quem é do bem. Volte sempre.

E então, gostou? Me diga aqui no comentário.

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