Dia dos Namorados – A Beleza do Amor.

Por Raquel Custódio.

Meu nome é Raquel, tenho 33 anos e conheci meu marido aos 11 anos. Foi algo muito engraçado, pois éramos duas crianças kkkk, tal fato se deu porque nossas famílias se conhecem, e mesmo com essa idade, trocamos olhares mas nada além disso, o sapeca do Wilson estava acompanhado (agora vê se pode kkkk).

Após esse evento, ficamos muitos anos sem nos encontrarmos, até que em um show, eu já devia estar com 14/15 anos, nos esbarramos novamente com a família por perto. E com a forcinha de duas tias nossas trocamos as primeiras palavras, pois pedi minha tia Luiza para me acompanhar até o bar para comprar um refrigerante, e a mesma “rachando minha cara de vergonha” falou pra tia Liana (tia do Will) “Liana manda seu sobrinho levar minha sobrinha lá” (Afff …. que situação). Ele estava se sentindo, e para abestar ainda mais, a Tia dele diz: “ Vocês não se conhecem ?”, ele “marrento” como sempre kkkkk balançou a cabeça confirmando e eu disse que sim, mas mantive a pose e falei que não precisava se incomodar que iria sozinha, e malandramente ele me acompanhou.

Foi então que após uma sprite e uns minutos de conversa …. rolou o primeiro beijo (borboletas no estômago surgiram naquele momento kkkkk), o som da música sumiu e parecia que estávamos somente nós dois. Nossa, sinto vontade de rir só de pensar.

Algo intenso me arrebatava, e a ele também, nos vimos o final de semana todo, lembro-me como se fosse hoje.

Nosso ciclo de amizade sempre foi muito parecido, pois sempre frequentamos as mesmas rodas, então estávamos curtindo essa vibe.

Até que eu, muito jovem, na ânsia de curtir a vida, conheci um outro rapaz, mais velho do que eu, e me encantei, pois me foi apresentado um outro mundo, e acabei, assim, me distanciando do Wilson.

Acabei iniciando o meu primeiro namoro, que durou aproximadamente 3 anos, mas durante esse período nunca me afastei do Wilson. Acho que minha vida seria nude se ele não estivesse por perto.

E entre uma pulada de cerca e outra kkkkk (não que isso seja certo), nós fomos amadurecendo, até que um dia o Wilson em um de nossos encontros clandestinos kkkk … falou que não queria mais viver assim e que daquele dia em diante não mais nos encontraríamos.

Nessa fase eu já estava com 16/17 anos e ele 17/18 anos. Menina, fiquei LOUCA!

E na noite que isso ocorreu,  17/06/99, eu me dei conta, em um flash, de que nada na minha vida tinha sentido se não o tivesse (exageros de adolescente kkkk), mas foi o que me passou naquele momento.

Ele não me tocou, não me beijou, me tratou como uma amiga, e isso me matou.

Foi quando em um último suspiro, ele disse:

“Tá certo. Se você realmente gosta de mim, vai me encontrar amanhã” (Como alguém que namora poderia sair na sexta-feira sem o namorado? kkkk)

Mas não pensei duas vezes, a nossa madrinha Sandra, na realidade madrinha dele, sempre nos apoiou, pois também me viu pequena. Enfim, a família toda queria nos ver juntos, e com esse objetivo, mais uma vez, a dinda me ajudou.

Então marcamos em um samba – naquela ansiedade – eu, a dinda e mais umas primas, a hora passando e nada dele chegar. [Detalhe: ele, para garantir nosso encontro, ficou com meu anel que ganhei no meu aniversário de 15 anos.]

Quando eu já estava perdendo as esperanças, eis que surge “Meu Negão”.

Nosssaaaaaaa …. o coração bate na garganta, os olhos brilham e dá vontade de sair correndo, mas me contive kkkk.

Nos abraçamos com tanto carinho e senti nele que partilhávamos da mesma ansiedade.

E, então, tive noção de quem eu gostava de verdade.

Menina, detalhe, no decorrer desse período eu até esqueci que tinha um namorado kkkkk não pensava mais nele, acabei terminando pelo telefone mesmo (coitado, depois conversei com ele, mas não podia perder meu preto).

Foi então que no dia18/06/1999, assumimos nosso namoro.

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De forma bem sintetizada tentei mostrar que contra o amor não existe barreira, se ele de fato existe em algum momento ele vai te levar ao encontro daquele que está predestinado em sua vida.

E comigo e Wilson aconteceu isso, somos provas vivas.

Eu sou uma eterna apaixonada, hoje de forma mais madura, mas as borboletas no estômago continuam lá. Estamos prestes a completar 17 anos de relacionamento, e em setembro completaremos 6 anos de casados.

É muito bom olhar para trás e ver que colhemos bons frutos porque fizemos uma boa plantação.

Deus me abençoou com a minha família, hoje temos o João Pedro, que ilumina ainda mais nossa casa e fechou o ciclo de nosso amor.

O importante nisso tudo é saber que amar é possível, e que mesmo que alguns conceitos tenham sido modificados ou aprimorados, é certo que o amor nunca mudou.

Agradeço a oportunidade de partilhar um pouquinho da minha história.

E como disse anteriormente eu sou uma eterna apaixonada.

Beijos, meninas.

Um comentário

  1. Luiz Shigunov

    🙂 que história engraçada! Coisas de adolescente, né?

    Parabéns pelo texto e obrigado por compartilhar.

E então, gostou? Me diga aqui no comentário.

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