Dia dos Namorados – Apaixonados.

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Por Aline Soares para Bruno.

Quando eu decidi me matricular no curso pré vestibular em 2001 não imaginava que além de um ótimo preparo eu conheceria o amor da minha vida. Eu e o Bruno nos tornamos amigos em 2001, mas no começo era uma tímida amizade que ao longo do ano se transformou em amor. Éramos muito tímidos e eu precisei da ajuda de uma grande amiga (que foi a nossa madrinha de casamento) para contar a ele sobre os meus sentimentos. As semanas passaram e faltando um dia para o curso terminar, em 31 de janeiro de 2002 ele me disse o tão esperado sim. E assim começou a nossa trajetória.

Ele foi cursar faculdade em Niterói e eu em Caxias. Nós nos falávamos todos os dias e nos víamos várias vezes por semana, mesmo quando tínhamos provas um ajudava o outro a estudar mesmo sendo de áreas diferentes.

Passamos esses longos 5 anos lutando pelo nosso futuro e antes do término da faculdade veio o noivado (as alianças foram compradas com o dinheiro do estágio), pois o nosso maior sonho era casar após o término do curso. Apresentamos a nossa monografia no mesmo dia e nos formamos com louvor. Agora sim estava tudo certo para começarmos a organizar o nosso sonho. Planejamos o nosso casamento para dezembro de 2008, ano seguinte a nossa colação de grau. Mas Deus é tão bom que nos deu condições de realizar esse sonho em 04 de julho de 2008, após o Bruno ter sido aprovado em um concurso. Nossa… éramos apaixonados e imaturos, vivíamos aquela fase gostosa em que tudo são flores. Mas o tempo foi passando e veio a adaptação, percebemos que viver a dois é uma arte que exige coragem e disposição das partes envolvidas.

Nós sempre dissemos um ao outro que não importava o que fossemos enfrentar, contanto que enfrentássemos juntos, amando e respeitando a opinião do outro mesmo sem concordar.

E com o tempo, vimos aquele amor amadurecer e se tornar mais seguro… foi quando 2 anos após o casamento eu propuz ao Bruno de termos o nosso primeiro filho. Passamos então para um novo estágio das nossas vidas, além de sermos marido e mulher nós nos tornaríamos pais. Meses após a nossa decisão, viajamos em uma segunda lua de mel à Bariloche e voltamos de lá grávidos do Felipe, que nasceu em 2011. E é claro que os desafios vieram. É um renascimento para a família. Nessa época eu já havia terminado a minha pós graduação, mas resolvi parar de trabalhar para me dedicar à eles. E com 4 meses de nascido, resolvemos mudar de bairro de classe média para que ele tivesse a oportunidade de estudar em um bom colégio e também pela melhor qualidade de vida.

Ouvimos muitas críticas em relação a ter um filho. As pessoas nos diziam que um filho acaba com o encanto de um casamento, acaba com as finanças da família e que a vida se torna muito difícil. É como se elas torcessem para que algo desse errado.

Somos testemunhas de como a nossa vida caminha na contramão do que as pessoas pessimistas falam e como Deus nos favorece e nos ama.

Em um casamento o amor precisa ser alimentado diariamente, e aqui em casa nunca deixamos o relacionamento cair na rotina.

Quando estamos com tempo e dinheiro, viajamos a dois e deixamos o Felipe com os avós. Quando não podemos nos ausentar, passeamos, vamos ao teatro, cinema, saímos para jantar, ou até mesmo, montamos um jantar romântico em casa para curtirmos um ao outro.

Hoje em dia ao observarmos a nossa volta, vemos que as pessoas têm perdido a essência do casamento deixando o amor esfriar porque não aguentam a rotina, e não querem separar tempo para estarem realmente juntos, cuidar um do outro. Preocupam-se com festas caríssimas de casamento, que às vezes termina antes do álbum de fotografia chegar.

Apaixonar-se pela mesma pessoa todos os dias é uma decisão que exige renúncia de ambas as partes, o que é muito difícil. Mas quando conseguimos, experimentamos o melhor para a nossa família.

Hoje o Felipe tem 5 anos e há 2 anos ele vem pedindo um irmão. Demoramos um pouco para amadurecer essa ideia, mas agora já topamos o desafio e o Davi já está a caminho para a alegria de todos a nossa volta. Ele já é muito amado, principalmente pelo seu irmão mais velho que conta os dias no calendário para a sua chegada.

Aprendemos nesses 14 anos de relacionamento que o amor é muito mais que um sentimento; é uma decisão. Eu decido amar o Bruno todos os dias e ele decide me amar todos os dias, independente das circunstâncias, do nosso humor, das nossas falhas e alegrias.

Nessa jornada temos obtido experiências incríveis e cremos que Deus nos permitirá viver por longos anos. Afinal, o melhor ainda está por vir.

Aline Soares de Oliveira

Um comentário

  1. Luiz Shigunov

    Linda história 🙂

    Concordo plenamente com essa questão da rotina. É preciso cuidado e sabedoria para não deixar o amor esfriar.

E então, gostou? Me diga aqui no comentário.

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