A coragem de desistir.

HELLO

Nos últimos dias ando refletindo muito sobre a decisão de algumas pessoas em insistir naquilo que já não lhe faz sentido. Persistir em um sonho que já não é sua felicidade, num casamento falido, em uma amizade morna, em um curso chato, numa casa cheia de problemas, em ler um livro que dá sono e por aí vai.

Ao pensar sobre isso fico me perguntando:

  • Por que será que insistem?
  • O que faz com que não se movam e saíam daquele lugar incômodo?
  • Qual a barreira em encarar a si mesmo de frente?

Acredito que lhes falte coragem. Porque para dizer a um sonho que não lhe serve mais, abrir mão de um curso que já foi pago, economizar para comprar uma nova casa, encarar o outro e dizer que já não há amizade entre ambos, tudo isso requer coragem, muita coragem. E, lembrando que a coragem não se dá pela ausência do medo, mas sim, pela capacidade de enfrentá-lo de frente e dizer basta!

Fácil não é, eu sei. Porém, será que é mais difícil mudar e ser feliz do que continuar nesse lugar desconfortável e insatisfeito?

Muitas pessoas me falam que vivem relacionamentos frios, sem diálogo, sem conexão, distantes dentro da mesma casa e ao lado um do outro. Essas pessoas me perguntam o que fazer?

E eu lhes respondo: “Vale a pena lutar para recomeçar? A outra parte acredita e sente também que vale a pena?“, geralmente, não tenho resposta, os leitores somem, não falam nada. Nesses momentos eu sinto que fiz as perguntas que eles não queriam ouvir e muito menos pensar.

Quando sucumbimos ao medo de encarar esses questionamentos, estamos dando a tristeza autonomia para ditar as regras das nossas vidas.

Assuma você às rédeas da sua vida e seja feliz.

Coragem!

2 comentários

  1. Querida todo recomeço passa necessariamente por uma ruptura. Essa por sua vez vem carregada de fatores que fogem da nossa compreensão. Quando colocamos tudo na balança da vida, ela pesa mais para um lado do que para o outro.
    Vou usar minha vida como exemplo. Trabalhei muito para atingir meus objetivos. Meu foco era sobreviver sendo órfão, depois casar, constituir família e dar uma boa formação para os meus filhos. Consegui atingir esses objetivos, porém outras prioridades foram surgindo.
    Depois de 31 anos de casado, decidi me ausentar para viver no campo. Ocorre que minha esposa detesta mato e jamais iria morar em um sitio comigo sabendo que isso implicaria em ficar longe dos filhos que já está bem encaminhados.
    Sempre soube separar bem as coisas. Minha felicidade pode estar junto dela, mas também não posso esquecer que tenho uma vida particular que é só minha e preciso de um momento só meu.
    A decisão já foi tomada, vou morar em um sítio e ela continua na cidade. Uma vez por semana nos vemos.
    O que falta para os casais é diálogo, mas, franco e aberto. Não dá para brincar de esconde-esconde a vida toda.
    Abraço:

  2. Eu também acho que falta coragem para enfrentar o medo da mudança. Acho que o nosso cérebro lida melhor com o que conhece do que com o desconhecido. Por isso ficamos no ruim, mas conhecido. Ao invés de tentar o desconhecido que pode ser muito bom.

    Acho que também é uma questão de educação, do que aprendemos em casa. Talvez um excesso de cuidado gere isso.

    Então, vamos praticar a mudança 🙂

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