O que estou aprendendo com a COVID-19, a pandemia mundial.

 

Olá,

Não podia deixar de compartilhar com vocês os meus pensamentos sobre a COVID-19, causada pelo novo coronavírus.

Aqui minha intenção não é de falar dos sintomas, dos números assustadores de infectados no Brasil e no mundo, das medidas de prevenção detalhadas, dos danos sabidos que ficam naqueles infectados que se curam, nada disso, porque todas essas informações vocês podem acompanhar de maneira segura e confiável nos links que colocarei ao final deste post.

O meu objetivo aqui é permitir extravasar a minha indignação com as atitudes das pessoas, dos governantes e também as lições que estou aprendendo com tudo isso.

Então, vamos por partes…

  • Por que isso está acontecendo?

Porque nós, a humanidade, estamos a cada dia mais egoístas, gananciosos, individualistas e soberbos. SIM, você leu certo, eu disse N-Ó-S porque se não houvesse de modo disseminado, nem que seja uma gotícula, desses valores em cada um de nós, humanos, o mundo não estaria sofrendo de maneira coletiva como estamos vendo todos os dias nos noticiários.

Então, aproveito essa quarentena para avaliar o que ando fazendo na minha vida que contribuiu para esse colapso da saúde planetária. Lembro de quantas vezes eu pude ajudar alguém e deixei para depois porque precisava antes fazer algo planejado na minha agenda.

Lembro também de quantas vezes vi/ouvi atitudes de outras pessoas que eram individualistas e por vir de pessoas que são importantes para mim e para evitar conflitos eu apenas silenciei e nada disse. Fui conivente. Fui omissa.

Quantas vezes eu não pensei antes de jogar fora o meu lixo e misturei tudo na lixeira comum porque assim era mais rápido e prático. E por egoísmo não gastei cinco minutos a mais para separar o que era reciclável.

Quantas vezes eu comprei uma blusa baratinha, mesmo já tendo várias em casa, só porque estava na promoção e eu não podia perder aquela pechincha sem nem conferir na etiqueta se era produzida no Brasil ou em outro país, não me importando em prestigiar e fortalecer a mão-de-obra local. E ainda pior do que isso, nem me toquei se a loja na qual eu estava consumindo tinha sido acusada de trabalho escravo. Simplesmente comprei. Sem nenhuma consciência daquilo que consumia.

Quantas vezes me alimentei de fast-food ou qualquer outro tipo de comida lixo só porque eu gostava do sabor e abri mão de comer uma comida de verdade, saudável, de descascar alguma coisa para não ter “trabalho”. Mais fácil pedir pelo aplicativo uma porcaria gordurosa e cheia de conservante, sem ao menos pensar no entregador que ganharia nem 10% do valor da minha compra, mas estava ali se sujeitando a um trabalho precário devido as políticas públicas que flexibilizam as leis trabalhistas e sabotam os trabalhadores brasileiros.

Bom, a lista é enorme e meu intuito aqui é fazer a minha mea-culpa para incentivar você a fazer o mesmo e não sair dessa crise do mesmo jeito que entrou.

Inclusive, sugiro fortemente a você que votou no atual presidente que também faça a sua em relação ao seu voto porque um governante que chama de “histeria” uma pandemia de proporção mundial, que vai aos EUA mesmo sabendo da possível contaminação, se arrisca e traz consigo diversas pessoas infectadas, apesar dos dados médicos afirmarem que apenas 1 pessoa é capaz de contaminar 3 e assim mesmo faz aquilo que estava na agenda dele. Além disso, incentiva atos públicos em prol de si mesmo e saí da quarentena para tocar nas pessoas com toda a sua trupe de contaminados, não é lá o que os seus eleitores esperavam deles, pelo menos, é o que eu suponho.

  • O que podemos aprender com essa pandemia?

A primeira lição é a de que o global nunca esteve tão local. Nós estamos todos interconectados como nunca antes estivemos no planeta, um vírus que começou a se espalhar na China em novembro, chegou aqui e já levou nove vidas brasileiras (no momento em que escrevo era esse o número) em menos de três meses!

Não existe o “lá fora”, o “aqui dentro”, o fora-e-o-dentro estão aqui, unidos, conectados, misturados, presentes em cada pequena atitude que fazemos em nossas vidas.

A segunda lição é a de que nem tudo dá para virar mercadoria, ser comercializado, vendido, barganhado, dois exemplos muito claros disso é a saúde pública e a pesquisa científica. Ambas precarizadas e capitalizadas pelo atual presidente e o anterior também. Fora no âmbito estadual que há anos vem vendendo e negligenciando o SUS.

Sendo assim, aprender a PENSAR, a tomar consciência de quem elegeremos nas nossas eleições municipais, estaduais e governamentais é uma lição que devemos aprender para ontem! Porque na próxima crise mundial talvez a gente não tenha outra chance de aprender e mudar.

  • E agora, o que a gente pode fazer?

FICAR EM CASA. Aprender a se manter em paz consigo mesmo estando na própria companhia. Aprender a conviver com as diferenças com o jeito de cada daqueles que moram com você. Se reconectar com a nossa criatividade e não passar essa quarentena colados no celular vendo redes sociais (e grupos no whatsapp) que só espalham notícias mentirosas e aterrorizantes. Os números são alarmantes, sim. E os telejornais estão sendo bem transparentes. Então, se você se mantiver atualizado vendo um telejornal de manhã e outro no fim do dia pode ficar tranquilo, você já estará a par de tudo.

Aproveitar a quarentena e repensar as suas atitudes. O que você tem priorizado na sua vida? O que tem adiado fazer por comodismo ou medo da mudança? O que tem feito com o seu tempo? O quê?

Incentive aquela pessoa que você conhece e ainda não se conscientizou do tamanho do problema que estamos passando e diga a ela para ficar em casa. Cozinhe comida de verdade para você: frutas, legumes, verduras, beba mais água. Evite bebida alcoólica, não busque refúgio em nada que lhe anestesie, lhe tire a consciência do real, porque estamos passando por tudo isso, justamente, pela nossa alienação na vida. Fique consciente, mas em paz. Não se desespere. Leia livros, revistas, gibis. Assista desenho animado, vá sorrir. Vá dormir. Vá respirar, meditar. Escute uma música diferente. Veja filmes. Faça exercícios em casa mesmo. Escreva. Estude. Desenhe. Pinte. Costure. Cuide das plantas. Brinque com as suas crianças. Cuide de você. Descanse. Faça mais chamadas por vídeos para quem você ama e está distante, converse mais, sobre amenidades, sobre a novela, sobre a nova receita que você preparou, compartilhe cursos gratuitos que alguém lhe indicou. E fortaleça o pedido para que essas pessoas também façam a parte delas ficando em casa e se cuidando.

Não se desespere. Não se deprima. Não entre em pânico. 

Essa não é a primeira crise de saúde mundial. E, aqui mesmo no Brasil, há pelo menos uns dez anos, em todo começo de ano tragédias naturais ocorreram como enchentes que devastaram cidades, crimes ambientais como o da Vale e da Samarco em Minas Gerais, então, tudo passou, e, mal ou bem a vida seguiu. O problema é que a vida seguiu e nós não mudamos os nossos pensamentos, valores e nossas atitudes. Continuamos vivendo no piloto automático agindo sem pensar.

Essa pandemia veio para nos fazer aquietar na coerção, a ficarmos dentro de nossas casas, refletindo sobre o que podemos fazer de diferente depois, quando isso passar, porque vai passar. A previsão dos especialistas é que em maio ou junho a vida comece a voltar para as rotinas habituais. Mas, nós não podemos voltar aos velhos hábitos. Não podemos passar por tudo isso e não evoluir enquanto seres humanos.

Isso tudo vai passar.

Mas, um dia pode voltar, se eu, você, todos nós, a humanidade não aprender e evoluir.

Diz para mim, o que você já aprendeu?

Luz e sabedoria na nossa nova caminhada.

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Links com informações seguras para você se atualizar sobre a COVID-19:

 

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