Conversas em tempos de Pandemia

Pandemia e Solidariedade – o que você pode fazer?

Por Aline Gomes,

A Organização Mundial da Saúde (OMS) caracterizou como pandemia, no dia 11 de março de 2020, o surto da infecção pelo novo coronavírus COVID-19 e muita gente se desesperou, recorreu aos supermercados para fazer estoque de alimentos e de alguns produtos para higiene pessoal como álcool em gel e papel higiênico. Muitas dessas pessoas não pararam para pensar que o excesso do que compraram poderia estar fazendo falta para o próximo. Aqui podemos observar o quanto a nossa sociedade é egoísta.

Quando falamos em pandemia não podemos esquecer daqueles indivíduos que se encontram em situações precárias, estão mais vulneráveis as suas consequências, como o desemprego, a fome, o abandono. Indivíduos esses que se encontram em situação de rua, que moram com a família (em grande número) em casas em comunidades, aos abrigos de crianças e adolescentes, as instituições de longa permanência para idosos (asilos) e, também, às instituições que abrigam animais vítimas do abandono e da crueldade humana.

Por conta do aumento do desemprego nesse período, muitas famílias estão deixando de ter o básico para viver, sem condições de efetuar o pagamento dos alugueis, das contas básicas e estão de alguma forma pedindo ajuda, seja em sinais de trânsito, em redes sociais.

Pessoas em situação de rua já sofrem de esquecimento pelo Estado e pela sociedade que fecha os olhos e abre a boca para julgamentos que não lhes cabem. Com a pandemia, nesse casos, o risco de contaminação é muito maior, por conta das aglomerações e a falta de higiene e cuidados pessoais (clique aqui e saiba mais).

Não podemos esquecer dos idosos que moram sozinhos e se arriscam a sair de casa para comprar mantimentos entre outros produtos e sofrem ainda mais com o distanciamento social (clique aqui e saiba mais).

Em relação aos animais domésticos, muitos foram abandonados por medo de contaminação. Muitos outros, como desculpas que cresceram e no momento não é possível continuar “cuidando”, acabam sendo descartados em qualquer lugar. Além disso, também há a questão de maus-tratos em que os bichinhos são obrigados a passar. As ONG’s tiveram redução na arrecadação de doações. (clique e leia mais)

E o que temos a ver com cada caso? TUDO. O mínimo que podemos fazer é contribuir de alguma forma para minimizar um pouco cada sofrimento.

É se colocar no lugar do outro e ajudar naquilo que no momento for possível, estiver ao seu alcance.

Exemplos de simples atitudes que você pode fazer:

  • para quem não está conseguindo pagar as contas: ajude fazendo uma vaquinha virtual, divulgue nas redes sociais;
  • aos idosos que moram sozinhos: a pessoa mais nova pode se oferecer a fazer as compras e deixa-las na porta da casa deles, garantindo que não tenha riscos de contaminação;
  • aos abrigos de crianças/adolescentes/idosos: divulgue as campanhas pelas redes sociais, chame os amigos para ajudar, doe 1kg de alimento ou itens básicos de higiene;
  • aos abrigos de animais: faça vaquinha virtual, divulgue o trabalho das instituições, compartilhe em suas redes sociais, doe um pouco de ração ou medicamentos. Viu algum animal sendo maltratado? DENUNCIE.

Se cada um fizer a sua parte, contribuindo com um pouco que possui, sairemos mais fortes dessa situação.

Mais amor e respeito ao próximo, por favor.

2 Comentários

  • Jane gomes

    Adorei o texto!! Um toque humanitário em nossa atitudes e pensamentos pode mudar muito na vida de quem realmente precisa. Como diz “do povo para o povo”, pois a realidade do nosso país está muito triste e decepcionante no momento atual.

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