natal na pandemia
Conversas em tempos de Pandemia

Natal na pandemia: o que você aprendeu até aqui?

Oi Gente,

Desejo primeiramente que a sua véspera de Natal seja cheia de paz e saúde.

Aviso que ao longo do texto coloquei os links (está na cor azul) das matérias sobre o que estou mencionando. Então, peço para que cliquem e leiam as notícias, combinado?

Vamos conversar sobre esse momento atípico em que todos nós estamos vivendo?

Um natal em meio a pandemia da Covid-19 e a explosão da segunda-onda de contaminação!

Relembrando brevemente como chegamos até aqui:

  • Fevereiro e os primeiros casos de Covid-19 são diagnosticados no Brasil vindo de pessoas que estavam viajando para a Europa.
  • Março a primeira morte por Covid-19 foi registrada.
  • Maio a Julho os casos explodem e o país mantém o platô de mais de mil mortes diárias.
  • Agosto os números de contaminação e morte começam a cair.
  • Setembro tem feriado e há novo aumento as regras de flexibilização começam.
  • Outubro mais feriado e aumento oscilante dos casos.
  • Novembro eleições e a nova onda começa.
  • Dezembro as pessoas lotam o comércio na compra de presentes, festas, bares, viagens acontecendo como se não tivesse uma pandemia. Os casos explodem! Só a segunda semana de dezembro teve mais casos de contaminação do que todo o mês de novembro.

A Vacina.

Começou em 10 países, nenhum caso de reação grave, no Brasil nenhuma previsão devido a disputa política entre o Governo Federal e o governador de São Paulo.

Burocracia.

Desumanidade.

Irresponsabilidade.

Negligência.

Imprudência.

Descaso.

São as marcas da politicagem feita a respeito das vacinas (existem pelo menos 8 comprovadamente eficaz contra a Covid-19 e aprovadas por Órgãos de saúde internacionais para o uso emergencial) e no Brasil temos o Instituto Butantan (SP) produzindo a CoronaVac e a Fiocruz (RJ) produzindo a da AstraZeneca. E uma suposta data em SP para iniciar em 25 de janeiro e no RJ em 08 de fevereiro. O PNI (Plano Nacional de Imunização) até agora já disse que seria em março, depois em dezembro, depois em fevereiro e a patifaria e o descaso com as vidas dos cidadãos brasileiros continua.

O que nós podemos fazer para nos proteger?

Nós, pobres mortais, reféns dessa politicagem suja e repugnante temos em nossas mãos para nos proteger:

MEDIDAS DE DISTANCIAMENTO SOCIAL

USO ADEQUADO DE MÁSCARA

HIGIENE COM AS MÃOS

Nada complicado, né?

Mas o que estamos vendo?

Aeroportos lotados, praias sem lugar na areia para mais um guarda-sol, festas privadas clandestinas, bares entupidos, comércios explodindo de gente, ou seja, vemos pessoas participando dessa patifaria junto com os políticos. Máscara? Ah, incomoda! Essa é a desculpa para disfarçar o egoísmo e a necessidade de colocar o seu desejo acima de qualquer um.

Não sei se vocês acham isso comum e normal. Eu acho bizarro, chocante e frustrante.

Por aqui nós desmarcamos a celebração presencial com todos por conta desse cenário desolador da segunda-onda.

Esse não é o primeiro Natal que preciso passar reclusa por conta de saúde. Na minha gestação também não pude estar presencialmente ao lado da minha família devido ao quadro de alto risco que apresentei na reta final. Foi ruim não estar com eles? Foi sim. Mas passou, tudo bem.

Depois já tivemos a alegria de estar reunidos com a minha filha feliz nos alegrando. Foi um sacrifício necessário que fiz pela minha vida e a dela, apenas um Natal, só um Natal! Para que pudéssemos passar todos os outros que vieram e virão reunidos e felizes.

Meu desejo de Natal.

Primeiro, desejo CURA e SAÚDE a toda humanidade.

Depois desejo consciência entendendo que você abdicar de viagens, celebrações em bares, reunião com colegas, amigos, visita a familiares que não vê desde o começo da pandemia agora na época de fim de ano é uma prova de amor e de merecimento por estar vivo e saudável num ano com tantas mortes provocadas pela Covid-19.

Pense nisso.

Natal não é presente, bebedeira, gula, nada disso.

O Natal 2020 nos convoca a…

A viver o verdadeiro espírito natalino: o do amor, da fraternidade, do cuidado com quem amamos, da valorização da família, da honra à vida que temos. Você pode muito bem fazer uma chamada de vídeo meia-noite e dar um abraço virtual sabendo que não está colocando ninguém em risco.

Você pode assumir a sua responsabilidade nessa segunda-onda e fazer o que está ao seu alcance, que não é pedir muito, use máscara direito, evite contato com desconhecidos, não vá a festas, restaurantes, bares, fique em casa.

Esse natal não precisa ser o último da sua vida e nem da de ninguém que você ame. Faça a sua parte.

Pense e aja para além do seu umbigo. Lembre dos profissionais da área da saúde que estão longe de sua família, seus filhos, seus pais desde março para trabalhar e salvar a vida dos doentes de Covid-19, muitos perderam seus familiares para Covid-19, perderam seus colegas de trabalho ou salvaram alguém que você conheça ou ame. E qual é a sua forma de retribuir e agradecer? Se expondo e colocando em risco outras pessoas? Que vergonha!

Olhe-se no espelho e se pergunte: “Qual a minha parcela de responsabilidade nessa pandemia?”, “Estou fazendo tudo que está ao meu alcance para contribuir com a segurança de todos?”

Aproveite o dia de hoje e não fuja dos problemas, encare de frente, assuma a responsabilidade. Honre a sua vida. Honre a sua saúde. Honre a bravura de todos os profissionais da área da saúde que estão desde março lutando contra essa pandemia para salvar vidas (apenas de muitos terem adoecidos e perdido quem amava).

Evolua enquanto ser humano.

Esqueça a materialidade da mesa farta (lembre-se que muitos estão morrendo, literalmente, de fome no Brasil), contribua com ações sociais que leve comida a quem não tem. Esqueça os presentes materiais e dê a sua contribuição e responsabilidade para resguardar a sua saúde e de todos que você ama.

Um Natal de consciência para cada um de nós.

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