segunda gravidez
Conversas de Mãe

A segunda gravidez.

Sempre ouvir dizer que nenhuma gravidez é como a outra. Agora, estou sentindo na pele que é verdade.

Ando sumida por aqui devido a essa nova fase da minha vida. Não, ainda não desisti do Blog.

Quem acompanha meus textos sabe como foi a primeira gestação, de alto risco e muito estudo técnico.

Nesse momento, vivo essa gestação com um enfoque muito maior na busca pelo conhecimento integrado do fenômeno de gerar uma vida.

O conhecimento biológico (técnico) adquiri na primeira gestação, assim como o psicológico. Nessa, senti-me atraída para estudar sobre a parte espiritual da gravidez. Um cuidado maior com meu corpo sutil (energético) e do meu bebê. O trabalho psicoterapêutico continua, claro.

O contexto de vida e de mundo agora já traz grandes mudanças: estou na metade do curso de Psicologia e enfrentando a pandemia da Covid-19 há mais de um ano. Por esses dois fatores o nível de estresse se eleva naturalmente. Junto a ele a ansiedade e a preocupação em como será a gestação.

A primeira gestação foi desejada e planejada com datas, marcos e tudo mais inerente a um bom gerenciamento de projetos. A segunda foi desejada e adiada devido a pandemia que se instalou no país em 2020. Mas, como indica a teoria de Freud, o desejo latente não cessa, ele está lá, pulsando. E desse pulsar descobri-me grávida, antes de iniciar a vacinação no Brasil.

Primeiro sentimento? Medo!

Segundo? Angústia.

Mas que bom que a terapia me ajuda a encarar essas emoções com mais sabedoria e leveza.

A primeira sensação foi de não ter sido prudente e responsável o suficiente para evitar engravidar em uma pandemia. Senti-me como se tivesse sido negligente com meu bebê. Chorei, chorei muito de medo e culpa. Conversei com meu bebê e disse que o desejava muito, talvez esse desejo tenha tomado a frente da minha razão e por isso engravidei. Fiz uma promessa que iria me cuidar muito mais, agora por nós dois. E assim, nós estamos traçando essa jornada que de fácil nada tem tido. Mas, me faz sorrir sempre que penso nessa vida que se forma em meu ventre.

Estudando sobre espiritualidade comecei a entender que (essa é a minha leitura sobre este fenômeno, que pode ser distinta da sua, no problem) somos espíritos que escolhemos em qual ventre retornar para dar continuidade a nossa missão espiritual. Sendo assim, eu quis muito (desde sempre) a minha segunda gravidez e fui escolhida como mãe pela segunda vez. Nossos desejos se encontraram e depois de passar por tanto receio de não conseguir ter essa chance, num momento mais inesperado e sem os meus mil planejamentos, meu bebe me escolheu e veio ao meu encontro.

A felicidade é a mesma da primeira gestação. Os medos mudaram. As dificuldades também.

Ser mãe de criança pequena, estar grávida, trabalhar, cursar uma faculdade e enfrentar uma pandemia não é nada simples de administrar. Altos e baixos emocionais são constantes. Agora, as dores musculares, insônia e impaciência também são.

Mas, estou dedicada e aberta a viver essa gestação de outro modo: com mais consciência de mim, do meu bebê, do meu corpo e espírito.

Nunca haverá de ser trivial essa experiência. Não tem como ser. É muito transcendental!!!!

Uma coisa é certa: você precisa querer de corpo e alma gerar uma vida dentro de você. Caso contrário, será um tormento para você e seu bebê. Uma verdadeira tortura. Você sentirá como se algo tivesse invadido seu corpo sem sua permissão e que a sua vida (como você conhece) acabou. Se esse for o seu caso, busque agora um acompanhamento psicológico para lidar com isto de forma mais leve e sem sofrimento.

Meu desejo é que todas as mulheres possam viver a experiência da gravidez de forma leve, com apoio psicológico, espiritual, biológico e afetivo. Essa é uma fase tão sensível e transformadora em nós que ninguém deveria passar por isso sozinha.

Que todos os bebês possam ser concebidos, gestados, paridos e criados com muito afeto, apoio e acolhimento.

Luz e saúde para nós.

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